quarta-feira, novembro 07, 2007

Deputados Brasileiros ou Astronautas?

Outro dia recebi um e-mail que, muito provavelmente, várias pessoas já receberam, leram, ouviram, etc... mas, mesmo assim, resolvi reproduzir aqui e tecer alguns comentários.

Tratase do que foi dito por Arnaldo Jabor na rádio CBN, no dia 24 de abril de 2007, sobre o estupro dos deputados brasileiros ao nosso bolso. Eis a transcrição:

Amigos ouvintes,
Eu costumo colecionar absurdos nacionais que ouço, vejo ou leio nos jornais para fazer meus comentários aqui na CBN.
Muito bem.
Há dias em que não sei por onde começar.
Há tantas vagabundagens neste país que só mesmo sorteando um assunto.
Eu sorteei um que saiu no jornal O Estado de S. Paulo e acho que foi um peixe grande.
O amigo ouvinte já deu a volta ao mundo?
Não sei se sabe que são 44 mil quilômetros.
Pois bem...
Todos sabemos que nossos queridos deputados têm o direito de receber de volta o dinheiro gasto em gasolina, seja indo para seus redutos eleitorais, ou para o motel com sua amante ou seu amante.
Pois bem, a Câmara, ou melhor, você e eu, meu amigo, nós pagamos esse custo, desde que eles levem notas fiscais para comprovar o gasto de gasosa.
Muito bem, de novo.
Vai prestando atenção.
Nos primeiros dois meses da atual legislatura, os deputados, em dois meses apenas, pediram o reembolso de 11 milhões e 200 mil reais, pagos com a verba da Câmara.
Os repórteres do Estadão Guilherme Scarance e Silvia Amorim fizeram as contas e concluíram que entre fevereiro e março, com dinheiro público, os deputados teriam gasto um milhão de litros de gasolina.
Ou seja, essa quantidade de gasolina daria para dar a volta ao mundo 255 vezes.
São 255 vezes 44.000 quilômetros, que dá a distância de 11.200.000 quilômetros.
E aí é que vem a resultante espantosa: A distância da Terra à Lua é de 384 mil quilômetros, ou seja, senhores, senhoras ouvintes, daria para fazer a viagem de ida e volta à Lua 15 vezes.
Será que eu fiquei louco?
Se algum matemático me ouve, verifique se estou errado.
Mas acho que não.
E o procurador-geral do Tribunal de Contas da União, sr. Lucas Furtado, denunciou-os dizendo que é uma 'forma secreta de dar aumento de salários que eles não têm como justificar'...
Será que o sr. Arlindo Chinaglia não vê isso ou só pensa no bem do PT?
E me digam, amigos, quando é que vão prender esses canalhas?
Quando a PF vai encanar essa gente, com humilhação?
Quando?
Ah... desculpe... eles têm imunidades e também foro privilegiado...
É isso aí... amigos, otários como eu...


Parafraseando o Jabor, 'Pois bem...'
Algumas coisas neste país parecem ser mesmo feitas para gozar com a cara do brasileiro...
Este mesmo 'senhor' Arlindo Canalha, digo Chinaglia (me desculpe, vossa excelência, pelo deslize) citado pelo Jabour, está processando o jornalista, onde este terá que "provar", na Justiça, que os 513 deputados federais são "canalhas".
Interessante também seria, que os deputados tivessem que provar que eles necessitam de toda esta grana para a gazoza... interessante também seria eles explicarem tantos desvios de verbas, dinheiro nos fundilhos, nas malas e sabe-se lá mais onde...
Mas não... como estamos em um país democrático, o brasileiro "comum" é que tem que provar o óbvio... vamos ter que provar, também, que a água é molhada, que o sol é quente... e que os políticos são canalhas...
Mas, você irá dizer, não podemos generalizar...
Tá bom... querem que eu seja honesto? Serei! Bandido bom, para mim, é morto... Político bom e honesto, para mim, é como acreditar no papai noel...
Me critiquem, mas eu penso que, se fosse honesto, não seria político...
Mas tudo bem...
Infelizmente, algums brasileiro colocaram este CANALHA e outros de sua LAIA lá em Brasília, e agora estes POLÍTICOS (leia-se CANALHAS) podem processar e não serem processados... roubar e não serem processados.. matar e não serem processados... estuprar nossos bolsos e não serem processados...

Eu apenas gostaria de saber quanto o sr. Arlindo Canalha (desculpe, excelência, errei novamente seu nome) ganhou para, no último dia 31 de outubro de 2007, às 16:30, usar da Tribuna para proferir este discurso:

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) - Agradeço aos Deputados Walter Pinheiro e Pedro Fernandes as palavras sempre generosas. Todos sabemos que assumi a Presidência por conta do que dita a Constituição. A boa notícia é que conversei hoje com o Vice-Presidente José Alencar. A cirurgia foi um sucesso e S.Exa. já está lúcido, falando com firmeza. Isso, de fato, é o mais importante na minha interinidade como Presidente da República.

Excelentíssimo sr. Chinaglia (agora eu acertei!)... se o fato de o sr. José Alencar ter sobrevivido à cirurgia e está LÚCIDO (HAHAHAHAHAHA) é o mais importante na sua "interinidade" como Presidente da República, devo dizer que este país está mesmo condenado à catástrófica condição de país de enésimo mundo, por ter na base de suas pilastras pessoas de sua categoria.

Finalizando, apenas deixo aqui minha opinião de total repúdio aos políticos de um modo geral, e que um dia, como bem desejou o Jabor, possam ser presos com humilhação

Ah.... sr. Chinaglia... quanto o sr. ganhou mesmo para usar a tribuna no seu discurso?

Gostou?

terça-feira, novembro 06, 2007

Oh Capitão! Meu Capitão!

Um poema de Walt Whitman (1819-1892)

Oh capitão! Meu capitão! nossa viagem medonha terminou;
O barco venceu todas as tormentas, o prêmio que perseguimos foi ganho;
O porto está próximo, ouço os sinos, o povo todo exulta,
Enquanto seguem com o olhar a quilha firme, o barco raivoso e audaz:


Mas oh coração! coração! coração!
Oh gotas sangrentas de vermelho,
No tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.


Oh capitão! Meu capitão! erga-se e ouça os sinos;
Levante-se - por você a bandeira dança - por você tocam os clarins;
Por você buquês e fitas em grinaldas - por você a multidão na praia;
Por você eles clamam, a reverente multidão de faces ansiosas:


Aqui capitão! pai querido!
Este braço sob sua cabeça;
É algum sonho que no tombadilho
Você esteja caído, frio e morto.


Meu capitão não responde, seus lábios estão pálidos e silenciosos
Meu pai não sente meu braço, ele não tem pulsação ou vontade;
O barco está ancorado com segurança e inteiro, sua viagem finda, acabada;
De uma horrível travessia o vitorioso barco retorna com o almejado prêmio:


Exulta, oh praia, e toquem, oh sinos!
Mas eu com passos desolados,
Ando pelo tombadilho onde jaz meu capitão,
caído, frio, morto.


A você, E...

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